quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eternidade


O filho que não veio,
Não trouxe:
O brilho naquele olhar.
A bobeira em ver seus primeiros passos.
A aflição que aquela febre lhe causaria.
O orgulho na formatura do pré.
A preucupação das saídas noturnas.
A tristeza em perdê- lo para outra.
A alegria, a decepção, o argumento, a vida.
O filho que não veio.
Lhe trouxe:
O arrependimento
A dor
A dúvida eterna.

Lualla

Não Conto


Os meus segredos são pedacinhos impuros de mim.
São comédias, dramas e romances.
Vidas que vivi, e sonhos que não realizei.
Meus segredos, são passagens que guardo.
Tão fundo, que por vezes não os alcanço.
Lualla

terça-feira, 1 de julho de 2008

Pirita

Acreditei, quase que cega.
Quase que pura, no teu amor.
Deixei me levar...
E denovo entreguei me
Pouco a pouco.
Mesmo sem sentido, acreditei, que poderia, que merecia.
Mas ela veio com sua navalha .
E mas uma vez aqui me encontro.
Onde já estive antes.
A navalha vou rasgar o que ainda resta de você
Sangrar, e e expulsar você de mim.
E mesmo que nunca saiba, porque antes não diria
Amei você.


Lualla

St. Jhon???


St. Jhon???
Alguém pode me dizer o quê está acontecendo com nossas Festas Juninas?
As quermesses só tocam country, as escolas põe as pobres das crianças para fazer performaces acrobáticas, e até la em Campina Grande o arraiá ta virando carnaval.
Outro dia estava eu vendo um canal qualquer, e me vem um link, ao vivo da maior Festa Junina do Brasil, eis o quê vi: Um monte de gente rodando sincronizada e figurino digno de sapucaí, pô veja bem sou neta da Dna Antonia! cadê as festas em os rapazes tiravam as moças e dançavam ao som de um bom pé de serra.
Adoro inovação, me considero até moderninha, mas algumas coisas são bonitas pela sua singeleza. Guardo com carinho as histórias da minha vó, e de verdade me entristece ver nossos costumes se transformando em outras coisas, que são tudo menos típicas.

Visão Noturna

Do alto, ela via sua vida,
Tudo o que passara naqueles anos,
As decepções,
ela a viu sangrar,
a chorar
Observou atenta, os momentos de alegria
Tentou revivê- los,
uma vez ,
e outra mais.
Quis voltar,
Quis mudar,
Quis viver denovo
O encanto,
O temor,
O furor.

Não pode,
Fechou os olhos,
Não cerrou mais os pulsos,
Calou .


Lualla